Saúde & Bem Estar

Médicos buscam estratégias para combater o etarismo no atendimento a idosos

Em artigo publicado no último domingo, tratei do impacto do etarismo dentro dos consultórios médicos, ambientes que, em teoria, deveriam oferecer acolhimento e respeito. Relatei situações vividas por mulheres de mais idade, cujas vidas sexuais foram ignoradas ou até mesmo julgadas como inadequadas durante atendimentos. Esse tipo de discriminação, contudo, vai muito além do aspecto sexual e se manifesta de diversas formas ao longo do processo de envelhecimento.

Com o passar dos anos, muitos idosos percebem que sua opinião passa a ser frequentemente desconsiderada, como se a idade diminuísse o valor de sua voz. Esse fenômeno é especialmente perceptível entre mulheres, que relatam ter seus relatos de sintomas e preocupações minimizados ou descartados com justificativas simplistas. Não raramente, após pesquisarem sobre possíveis alterações em seus corpos e se prepararem para dialogar com o profissional de saúde, veem suas dúvidas reduzidas a frases genéricas, como “isso é apenas consequência natural da idade” ou “não há motivo para preocupação”.

Esse cenário evidencia um obstáculo no atendimento médico que precisa ser superado: o preconceito etário. Reconhecer a legitimidade das queixas e experiências de pessoas mais velhas é fundamental para garantir um cuidado digno e eficiente. Valorizar a escuta ativa e evitar julgamentos precipitados são passos essenciais para combater o etarismo e fortalecer a relação médico-paciente em todas as fases da vida.

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