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Atendimento domiciliar é expandido no Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro ampliou a atuação do Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI) no Hospital Municipal Souza Aguiar, localizado na região central da cidade. Iniciativa pioneira no município, o programa está agora presente em dez hospitais da rede pública carioca. No Souza Aguiar, o serviço foi reforçado e conta atualmente com três equipes multiprofissionais – compostas por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos em enfermagem –, além de um grupo de apoio formado por nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicóloga e assistente social.

O PADI oferece acompanhamento domiciliar principalmente a pessoas com 60 anos ou mais, embora não haja restrição de idade. Destinado a pacientes estáveis que necessitam de cuidados contínuos, o programa beneficia indivíduos acamados ou com mobilidade reduzida, que dependem de atenção especializada, mas podem receber esse suporte em casa.

Segundo Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, o fortalecimento do PADI responde ao crescimento da população idosa e à necessidade de adaptar os serviços às demandas atuais. Com a nova base instalada no Souza Aguiar, é possível ampliar o atendimento a pacientes com mobilidade comprometida por diferentes causas, não apenas pela idade avançada.

A ampliação do PADI no Souza Aguiar reflete mudanças no perfil dos pacientes atendidos pelo hospital. O aumento da expectativa de vida entre os cariocas elevou a procura por acompanhamento domiciliar. Além disso, a unidade passou a receber mais pacientes da vizinhança, o que contribuiu para a maior demanda pelo serviço.

O programa também desempenha papel fundamental na otimização dos leitos hospitalares. Após a alta médica, pacientes elegíveis podem continuar o tratamento em casa, com o suporte necessário de profissionais e equipamentos. As equipes do PADI realizam busca ativa dentro do hospital, identificando pessoas que precisam de cuidados intensivos ou apresentam condições crônicas e agudas que limitam a mobilidade.

Para Paula Travassos, diretora do Souza Aguiar, a expansão do programa representa um importante avanço, permitindo a desospitalização segura e o acompanhamento humanizado dos pacientes em suas residências. A medida, segundo ela, contribui significativamente para a qualidade de vida de pacientes e familiares.

A infraestrutura do PADI no hospital também passou por melhorias. Foram criados espaços para acolhimento de familiares e para as atividades administrativas das equipes, como registros de atendimento, organização de documentos e planejamento das visitas domiciliares.

De acordo com Girlana Marano, responsável pelo PADI na Secretaria de Saúde, a nova base vai permitir ampliar o número de pessoas atendidas, não apenas devido ao aumento das equipes, mas também pela otimização dos deslocamentos até as residências dos pacientes.

Desde sua criação, em 2010, o PADI já beneficiou cerca de 45 mil pessoas e realizou mais de 2,7 milhões de procedimentos. Atualmente, o programa conta com 31 equipes distribuídas pela cidade e serviu de inspiração para o projeto federal “Melhor em Casa”, do Ministério da Saúde.

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