Chef do Rocka Búzios admite possibilidade de mudança diante de dificuldades
Uma nova decisão judicial trouxe de volta a incerteza acerca do futuro do Rocka, um dos restaurantes mais consagrados de Búzios, localizado na Praia Brava. O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a desocupação imediata e a recuperação ambiental da área onde o estabelecimento atua desde 2009, levantando dúvidas sobre a continuidade das atividades do local comandado pelo chef Gustavo Rinkevich.
Reconhecido como um dos principais pontos gastronômicos da Região dos Lagos, o Rocka conquistou três vezes o título de melhor restaurante do litoral no prêmio VEJA RIO COMER & BEBER. O espaço se destaca pela culinária de inspiração mediterrânea e pela vista privilegiada para o mar, atraindo público fiel ao longo dos anos. No entanto, a ação judicial, iniciada em 2006, pode agora trazer impactos significativos para o futuro do quiosque.
Apesar da decisão, Gustavo Rinkevich afirma não ter recebido nenhuma notificação oficial até o momento e garante que o restaurante está em conformidade com todas as exigências legais. “Todas as licenças ambientais estão em dia junto ao Inepac e ao Inea, e atendemos a todas as solicitações feitas nos últimos anos. Não acredito que uma medida definitiva seja tomada rapidamente. No pior cenário, teríamos que buscar outro local, mas mantenho confiança em um desfecho positivo e espero resolver a situação da melhor forma possível”, declara o chef.
Ele também destaca os investimentos constantes em melhorias na área, incluindo reestruturação dos jardins e ações de replantio. Rinkevich ressalta ainda a natureza independente do negócio, que opera sem o apoio de grandes investidores e conta com uma equipe de 24 funcionários. Segundo ele, uma eventual desocupação impactaria diretamente os empregos de todos os colaboradores.
A equipe de reportagem da VEJA RIO procurou o Ministério Público Federal para obter um posicionamento oficial sobre o caso, e aguarda retorno para atualizar as informações.
