Alegria facilita adaptações do lar para a terceira idade
Três décadas atrás, enquanto cursava arquitetura na Universidade da Califórnia, em Berkeley, Susanne Stadler vivenciou uma experiência marcante. Longe de sua cidade natal, Salzburgo, na Áustria, ela dividiu a casa com Jean, uma senhora de quase 80 anos, com quem criou laços de amizade. O cotidiano compartilhado permitiu a Susanne enxergar de perto os desafios enfrentados por pessoas idosas em ambientes residenciais.
A situação mudou drasticamente quando Jean precisou ser transferida para uma instituição de longa permanência. O impacto dessa mudança foi profundo para Susanne, que viu sua amiga perder o senso de pertencimento e individualidade em um ambiente desconhecido. Segundo relatos da arquiteta ao Centro de Longevidade de Stanford, a preocupação com a segurança predominava, mas faltava atenção às necessidades emocionais e à identidade dos moradores. Menos de um ano após a mudança, Jean faleceu.
Essa vivência foi determinante para os rumos acadêmicos e profissionais de Susanne Stadler. Inspirada pela história de Jean, ela dedicou sua dissertação de mestrado ao tema “Em casa ao envelhecer” e direcionou sua atuação à criação de projetos arquitetônicos mais inclusivos e sensíveis ao envelhecimento. Sua trajetória destaca a importância de repensar espaços para garantir qualidade de vida e dignidade à população idosa.
