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Rio Fashion Week deve injetar R$ 100 milhões na economia do Rio, aponta Prefeitura

O Rio de Janeiro volta a ocupar lugar de destaque no cenário internacional da moda com a estreia do Rio Fashion Week, que acontece entre os dias 15 e 18 de abril no Pier Mauá, região portuária símbolo da revitalização urbana da cidade. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 30 mil visitantes durante os quatro dias de evento, consolidando o Rio como referência nacional e internacional no setor.

O evento, que teve início na última terça-feira com uma cerimônia no Palácio da Cidade, propõe não apenas celebrar a criatividade e o talento dos profissionais da moda, mas também impulsionar a economia local. De acordo com o levantamento “Rio Fashion Week 2026: Potenciais Impactos Econômicos” — elaborado pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e de Turismo —, a semana de moda deve injetar aproximadamente R$ 100 milhões na economia carioca, movimentando uma ampla cadeia produtiva.

A programação reúne desfiles de estilistas independentes, apresentações de grandes marcas e um espaço dedicado a negócios, o Rio Fashion Business. O evento também contará com ativações de marcas, festas fechadas e experiências gastronômicas exclusivas, reforçando o perfil inovador e multicultural do Rio.

Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, a realização do Rio Fashion Week é parte de uma estratégia para fortalecer a imagem da cidade como metrópole global, capaz de atrair investimentos e gerar empregos. “Estamos diante de uma iniciativa que vai além das passarelas, pois movimenta setores variados e gera milhares de oportunidades diretas e indiretas, com a criatividade como força motriz da nossa economia”, afirmou Cavaliere.

O perfil do público esperado é diverso, incluindo moradores da cidade, visitantes de outras regiões do Brasil e turistas internacionais, todos atraídos pela atmosfera única da capital fluminense.

Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, enfatiza a vocação do Rio para exportar tendências e destaca a importância de um evento robusto para o segmento. “A moda faz parte do DNA carioca e precisa de uma semana à altura para projetar o setor e aquecer a economia criativa”, explica.

A análise de impacto econômico leva em conta despesas com ingressos, montagem de infraestrutura, contratação de profissionais, hospedagem, entretenimento e geração de negócios, além do estímulo ao turismo. Estima-se que, somente nesta edição, o evento seja responsável por mais de 8 mil vagas de trabalho, entre diretas e indiretas.

Dados da RAIS, do Ministério do Trabalho, mostram que a cidade do Rio de Janeiro abriga cerca de 6,6 mil empresas do segmento de moda — o equivalente a 4,6% do total de negócios locais. O setor emprega formalmente 49,2 mil pessoas, além de 41,7 mil microempreendedores individuais, totalizando mais de 90 mil profissionais, com uma massa salarial anual que ultrapassa R$ 3,7 bilhões.

O Rio Fashion Week nasce para consolidar-se como um novo polo criativo e uma plataforma de conexão no calendário nacional da moda, fruto da parceria entre a Prefeitura e a IMM — empresa responsável também pelo São Paulo Fashion Week.

A secretária municipal de Turismo, Daniela Maia, destaca que o evento devolve ao Rio o protagonismo perdido nos últimos anos: “A cidade volta a ser referência, um espaço de experimentação e tendências, capaz de mobilizar o setor, impulsionar a economia e ampliar nossa visibilidade lá fora”.

O evento pretende posicionar o Rio de Janeiro como centro de inovação, negócios e criatividade no universo fashion, conectando profissionais, marcas, compradores e influenciadores em um ambiente dinâmico e contemporâneo. Mais detalhes sobre os impactos econômicos podem ser consultados no Observatório Econômico do Rio.

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