Gil Hernández encerra “Boy” com debate no Café Pequeno

Após temporada elogiada, o ator Gil Hernández se despede de “Boy”, monólogo com sessões finais nos dias 25, 26 e 27 de julho, no Teatro Café Pequeno, no Leblon. A peça traz à cena um garoto de programa gay nos tempos do governo Collor, em plena epidemia da AIDS no Brasil, e é escrita por Rogério Corrêa, com direção de Isaac Bernat.
No sábado, dia 26, após a apresentação, o público poderá participar de um debate com a médica infectologista Márcia Rachid — referência no enfrentamento ao HIV/AIDS no país, autora do livro “Sentença de vida” e fundadora do Grupo Pela Vidda-RJ. Ela compartilha, em sua obra e trajetória, histórias de resistência e cuidado ao longo de quatro décadas dedicadas à causa.

No palco, Gil vive um personagem que mistura dor, coragem e afeto ao revisitar um passado marcado por preconceito, repressão e também por laços de solidariedade entre pessoas marginalizadas. “É o meu primeiro solo e um projeto muito especial. O texto é político, histórico e, ao mesmo tempo, leve e cheio de humor. Celebra o amor e a vida”, conta o ator, que completa 28 anos de carreira e foi recentemente visto na novela “Volta por cima”, da Globo.
“Boy” se passa em 2022, no aniversário de 30 anos do impeachment de Collor. Em um bar de sauna gay, o protagonista rememora como aqueles anos o transformaram. “Sempre me incomodou a homofobia estrutural, essa masculinidade tóxica. Como homem hétero, encarar esse personagem sem pudor foi um enorme desafio — e também uma defesa da humanidade”, afirma Gil, que já apresentou a peça em boates de São Paulo e recebeu elogios da crítica e do público.
Márcia Rachid, que participa do bate-papo no sábado, é formada pela Unirio e mestre pela UFRJ em Doenças Infecciosas e Parasitárias. Atua desde 1984 com pacientes vivendo com HIV e é também coautora do Manual de HIV/Aids, com 10 edições publicadas.
Além do teatro, Gil Hernández tem trajetória consolidada na TV, cinema e publicidade. Foi apresentador de canais como Net TV e SportTV, e participou de novelas como “Reis” (Record), “Salve-se Quem Puder” (Globo) e “Floribella” (Band). No cinema, atuou nos filmes “Divã” e “A Dona da História”, entre outros.
As sessões de “Boy” acontecem sexta e sábado, às 20h (com debate ao fim no sábado), e domingo, às 19h. Classificação: 18 anos.
Fonte: Valéria Souza



