Saúde & Bem Estar

Burnout em líderes: o peso invisível da gestão moderna

Seis em cada dez líderes apresentam sinais de esgotamento profissional, aponta estudo da Nascia

A rotina acelerada e a cobrança incessante por resultados têm levado muitos líderes ao limite. O preço desse ritmo, segundo Thalita Bragança, especialista em Liderança de Alta Performance e Desenvolvimento Humano, é alto: “Vivemos uma era imediatista, onde tudo precisa estar pronto para ontem. Quem não acompanha essa velocidade, sente-se ultrapassado.”

Essa pressão gera impactos diretos. De acordo com a Nascia, organização internacional de saúde ocupacional, 60% dos líderes já apresentam sintomas de burnout — síndrome do esgotamento profissional que deixou de atingir apenas colaboradores da linha de frente para se tornar cada vez mais comum entre gestores.

Para Thalita, a origem desse desgaste está na falta de preparo emocional para lidar com o peso da função. “A maioria dos líderes foi treinada para entregar resultados, mas nunca para administrar suas próprias emoções. Liderar é decidir sob pressão, manter clareza em meio ao caos e influenciar pessoas. Sem equilíbrio interno, surgem a sobrecarga, a culpa e a sensação de insuficiência.”

Segundo a especialista, o primeiro passo para evitar o colapso é quebrar o ciclo da autossabotagem mascarada de produtividade. “Muitos líderes não descansam, não pedem ajuda, não colocam limites e chamam isso de comprometimento. Mas, na verdade, é autoabandono.”

Ela defende três pilares essenciais para sustentar a saúde emocional na gestão:

Autoconsciência – reconhecer limites e gatilhos pessoais;

Autonomia emocional – não depender de fatores externos para manter o equilíbrio;

Rituais de regulação – práticas diárias que fortalecem a mente.

“Quem cuida de si, lidera melhor. A liderança começa pela mente”, reforça Thalita.

Além dos impactos individuais, a especialista alerta para os reflexos organizacionais: líderes esgotados desmotivam equipes, tomam decisões precipitadas, criam ambientes instáveis e podem até deixar o cargo de forma inesperada. “Não é só um prejuízo humano, é também estratégico e financeiro.”

Empresas mais conscientes já entendem que investir na saúde emocional de seus líderes é fortalecer cultura, resultados e sustentabilidade. A tendência, segundo Thalita, deve ganhar ainda mais espaço com a Norma Reguladora 1, que amplia a valorização do bem-estar mental nos ambientes de trabalho.

Com esse propósito, ela criou o método L.I.D.E.R 360°, estruturado em cinco pilares: liderança consistente, inteligência emocional, decisões assertivas, engajamento e resultados sustentáveis. “Muitos acreditam que não têm técnica ou perfil. Mas o que realmente falta é mentalidade. E é ela que sustenta resultados consistentes”, conclui.


Sobre Thalita Bragança
Militar, especialista em Liderança de Alta Performance e Desenvolvimento Humano, e Master Coach focada em líderes e atletas. Atua como palestrante e mentora de profissionais que desejam conduzir suas equipes com clareza, equilíbrio e resultados duradouros. Criadora do método L.I.D.E.R 360°, transforma caos mental em liderança emocionalmente inteligente, consistente e estratégica.

Fonte: Natália Trotte

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