Cultura

MASP recebe destaque na programação cultural da ArtRio

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, e da assistente Laura Cosendey, o Museu de Arte de São Paulo recebe pela primeira vez no Brasil obras de Claudia Alarcón, nascida em La Puntana, Argentina, em 1989, e do coletivo Silät, formado por mais de cem mulheres indígenas do povo Wichí. A exposição apresenta 25 peças que exploram a rica tradição têxtil desse grupo, utilizando fios de chaguar — planta nativa do Gran Chaco, um dos maiores biomas latino-americanos, que se estende pelo norte e nordeste da Argentina até o Paraguai.

As artistas empregam técnicas ancestrais de trançado manual, dispensando o uso de tear, processo herdado da produção das tradicionais bolsas yicas, elementos fundamentais para a cultura Wichí. Essas bolsas, geralmente quadradas e adornadas com padrões geométricos inspirados em elementos naturais, como animais e plantas do território local, servem como ponto de partida para as experimentações artísticas do coletivo e de Alarcón. No entanto, a mostra vai além das formas tradicionais, incorporando novas propostas surgidas a partir de oficinas criativas realizadas em 2023, quando o Silät passou a se organizar com foco na produção artística.

A exposição, intitulada “Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo”, estará aberta ao público no MASP entre 6 de março e 2 de agosto de 2026. Os visitantes podem conferir as obras na Avenida Paulista, 1578, bairro da Bela Vista. O museu funciona de terça a domingo, com horários diferenciados: terças-feiras com entrada gratuita das 10h às 20h; quartas e quintas das 10h às 18h; sextas das 10h às 21h (entrada gratuita entre 18h e 20h30); sábados e domingos das 10h às 18h. O museu permanece fechado às segundas-feiras. O agendamento on-line é obrigatório pelo site masp.org.br/ingressos. Os ingressos custam R$ 85 (inteira) e R$ 42 (meia-entrada).

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