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Rio promove Dia D de vacinação contra a gripe para ampliar cobertura

Neste sábado (28), a cidade do Rio de Janeiro realizou o Dia D de mobilização para a vacinação contra a gripe. A iniciativa, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde, contou com a participação do prefeito Eduardo Cavaliere e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que estiveram presentes em unidades de vacinação para incentivar a adesão ao imunizante. A campanha disponibilizou doses em mais de 240 postos, entre clínicas da família, centros municipais de saúde e unidades do Super Centro Carioca de Vacinação, funcionando das 8h às 17h.

A vacina está acessível para todos os cidadãos a partir dos seis meses de idade, com foco especial nos grupos mais vulneráveis: crianças pequenas, gestantes, puérperas, idosos e pessoas com doenças crônicas. O prefeito Cavaliere, que já havia recebido sua dose, levou a esposa Victoria e a filha de sete meses, Maria Beatriz, ao Super Centro de Botafogo para se vacinarem. “A vacinação é uma conquista do Brasil. É fundamental que as famílias estejam atentas para garantir essa proteção. Não deem ouvidos a informações falsas, pois vacinar é salvar vidas”, reforçou o prefeito.

Os dados recentes preocupam: em 2026, o município já contabiliza 174 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causada pelo vírus influenza – mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, destacou a gravidade da doença e a importância de ampliar a cobertura vacinal. “A gripe lidera o ranking das doenças que mais matam no nosso calendário epidemiológico. Em 2025, tivemos 144 óbitos e cerca de 1.500 internações na cidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que a campanha terá duração de 60 dias, priorizando a imunização de idosos, crianças e profissionais da saúde, mas aberta a todos com mais de seis meses.

O imunizante aplicado é produzido pelo Instituto Butantan e oferece proteção contra três cepas do vírus: H1N1, H3N2 e influenza B. A aplicação é feita em dose única anual, com exceção das crianças menores de nove anos que recebem o imunizante pela primeira vez – nesse caso, são duas doses com intervalo de um mês. O produto é considerado seguro, inclusive para pessoas com doenças crônicas ou imunossuprimidas, e pode ser administrado junto a outras vacinas do calendário.

Mestre Ciça, figura de destaque no Carnaval carioca e homenageado em 2026 pela Viradouro, também compareceu ao Super Centro de Botafogo para receber a vacina. Prestes a completar 70 anos, ele enfatizou a responsabilidade de se proteger: “É fundamental tomar a vacina, especialmente para quem já passou dos 60 anos. Eu nunca deixo de me imunizar”, afirmou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a necessidade de priorizar os grupos mais suscetíveis a complicações: “Pessoas com mais de 60 anos, crianças pequenas, gestantes, transplantados, portadores de doenças crônicas e profissionais da saúde precisam estar protegidos. São esses grupos que apresentam maior risco de casos graves e internações”.

Os eventos adversos relacionados à vacinação contra a gripe costumam ser leves e temporários. As contraindicações se restringem a crianças menores de seis meses e a quem já teve reação alérgica grave à vacina anteriormente. Para receber a dose, é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação, permitindo ainda a atualização de outras vacinas em atraso.

A campanha reforça a tradição brasileira de alta cobertura vacinal e o compromisso com a saúde pública, em meio ao aumento dos casos e à necessidade de proteger os mais vulneráveis.

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