Mãe Enfrenta Desafios para Garantir Teste do Pezinho e Prevenir Doenças Raras
No Brasil, a triagem neonatal pode ser realizada por meio de dois exames distintos: um mais restrito, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e outro mais abrangente, oferecido apenas em laboratórios particulares. O teste básico identifica sete enfermidades, enquanto a versão ampliada é capaz de rastrear mais de 50 doenças raras e metabólicas, ampliando significativamente as chances de diagnóstico precoce.
Em maio de 2021, uma alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente determinou que a rede pública deveria também fornecer o teste ampliado, igualando o acesso entre setores público e privado. Porém, a lei não definiu datas para a implementação da medida por estados e municípios, o que resultou em avanços pontuais. Passados cinco anos, a versão ampliada do exame está presente apenas em dois estados brasileiros e no Distrito Federal, deixando grande parte da população sem acesso ao diagnóstico mais completo.
Como consequência desse cenário, muitos recém-nascidos continuam vulneráveis a doenças que poderiam ser tratadas se detectadas precocemente. A ausência do exame ampliado no SUS faz com que, em média, um a cada 2.500 bebês desenvolva sequelas irreversíveis devido ao diagnóstico tardio, evidenciando a urgência de ações efetivas para ampliar a cobertura desse exame fundamental.

