Profissionais experientes impulsionam a competitividade das empresas
Para reforçar sua teoria, Coleman recorre a exemplos cuidadosamente selecionados. Um caso notável aconteceu na região de Macclesfield, situada no noroeste inglês, onde uma unidade da rede de materiais de construção B&Q enfrentava desafios significativos, como o elevado índice de demissões e constantes queixas dos consumidores. Em busca de uma solução, a empresa decidiu, no ano de 1989, alterar o perfil de sua força de trabalho, optando por contratar, em sua maioria, profissionais com mais idade.
O resultado da mudança surpreendeu positivamente: os lucros da loja cresceram 18%, ao mesmo tempo em que diminuiu expressivamente tanto a rotatividade quanto o número de faltas dos colaboradores. O sucesso do projeto-piloto motivou a B&Q a repensar suas práticas de gestão de pessoas, promovendo treinamentos abertos a empregados de todas as faixas etárias e valorizando os trabalhadores mais experientes em suas campanhas publicitárias.
Por meio dessa estratégia, a empresa passou a enxergar o conhecimento adquirido ao longo dos anos como um diferencial competitivo, e não como um gasto adicional. O caso de Macclesfield acabou servindo de inspiração para outras filiais e para o próprio setor varejista, mostrando que investir em diversidade etária pode trazer benefícios concretos para os negócios.

