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Espetáculo sobre violência doméstica engaja mulheres da Assistência Social no Rio

O espetáculo “O Último Dia” encerra sua temporada no palco do Centro Cultural Justiça Federal nesta quarta-feira, 29 de abril, trazendo à cena uma reflexão profunda sobre a violência doméstica e o feminicídio. A iniciativa faz parte de uma ação da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) do Rio de Janeiro, que utiliza o teatro como instrumento de conscientização e prevenção contra agressões sofridas por mulheres, especialmente em seus próprios lares.

Ao longo do mês de abril, usuários dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e funcionários dos serviços municipais participaram de sessões especiais da peça na Cinelândia. Também estiveram presentes equipes técnicas, diretores, colaboradores e outras pessoas ligadas à rede de assistência social, totalizando uma expectativa de até 100 participantes nas últimas apresentações.

Baseada no livro homônimo de Mariana Reade e do desembargador Wagner Cinelli, a montagem detalha o ciclo de diferentes formas de violência — física, psicológica, sexual, moral e patrimonial — que atinge inúmeras mulheres no país. A direção é assinada por Paulo Reis, enquanto a produção ficou a cargo de Guilherme Nanni e Ana Capella. No elenco, destacam-se Tainá Senna, Eduardo Hoffmann, Ana Carbatti e Julia Tupinambá.

Para ampliar o alcance da discussão, a SMAS está distribuindo nos CRAS, CREAS e durante as sessões do espetáculo a cartilha educativa “O amor não machuca”. O material apresenta sinais indicativos de relacionamentos abusivos, explica os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e orienta sobre como buscar ajuda e denunciar casos de agressão. Termos como feminicídio e medidas protetivas também são abordados de forma acessível.

A subsecretária de Proteção Social Básica, Quesia Betânia de Almeida, destaca a importância de levar o debate ao maior número possível de mulheres atendidas pela rede municipal. Já Jéssica Almeida, subsecretária de Proteção Social Especial, ressalta o impacto da peça: “O feminicídio ainda atinge números alarmantes no Brasil. É fundamental ampliar essa discussão e sensibilizar a sociedade”, afirma.

O espetáculo teve início em 7 de abril, com sessões às terças e quartas-feiras, sempre às 19h. Os ingressos estão disponíveis a R$ 20 (meia-entrada).

Sobre os serviços

Os Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), oferecidos nos CRAS, visam fortalecer os laços familiares e comunitários. As ações do SCFV incluem programações culturais, como peças teatrais, rodas de conversas, oficinas artísticas, passeios e atividades esportivas. O PAIF, por sua vez, realiza acompanhamento familiar e visitas domiciliares, compondo a estratégia de proteção social básica do município.

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