Gastronomia

Veja 7 lugares para comer bem sem carne no Rio, além da salada

No dia 20 de março, o mundo marca o Dia Mundial Sem Carne, uma iniciativa lançada em 1985 pela organização Farm Animal Rights Movement (FARM). A proposta da data é sensibilizar a sociedade sobre os efeitos do consumo de carnes de qualquer origem — incluindo peixe, frango, boi e porco — tanto para o meio ambiente quanto para o bem-estar dos animais.

A adesão a dietas vegetarianas ou flexitarianas, esta última caracterizada por uma redução pontual do consumo de carne, vem crescendo ano a ano. Nos supermercados, é cada vez mais comum encontrar alternativas vegetais aos tradicionais produtos de origem animal, como hambúrgueres, salsichas e frios feitos à base de plantas, pensados para facilitar a rotina de quem busca uma alimentação diferente. O mercado brasileiro, inclusive, tem visto uma explosão de novas opções, tanto de marcas já conhecidas como Seara e Sadia quanto de empresas focadas no segmento plant-based, como Fazenda Futuro e NotCo.

Segundo dados da Euromonitor, só em 2023, o setor de substitutos vegetais de carnes e frutos do mar movimentou R$ 1,1 bilhão no varejo nacional — um salto de 38% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o volume de produtos vendidos aumentou 22%, consolidando o interesse crescente do público brasileiro por alternativas à proteína animal.

As motivações para abandonar ou reduzir o consumo de carne são múltiplas. De acordo com levantamento do Datafolha para a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), realizado em 2024 com mais de dois mil entrevistados, 74% dos brasileiros que deixaram a carne apontam a saúde como principal razão. Questões ambientais aparecem em seguida, citadas por 43% dos participantes, enquanto o bem-estar animal foi lembrado por 42%. O estudo também revelou que 7% dos respondentes se consideram veganos, total ou parcialmente.

O universo vegetariano, no entanto, é muito mais amplo do que se imagina. Há quem prefira pratos repletos de vegetais frescos e evite produtos ultraprocessados, assim como aqueles que não abrem mão de sobremesas ou frituras, desde que em versões sem ingredientes de origem animal. Diante dessa diversidade de perfis, especialistas apontam a necessidade de restaurantes e bares repensarem seus cardápios, indo além das tradicionais saladas ou receitas carregadas de queijo para agradar o público vegetariano e vegano.

No Rio de Janeiro, a cena gastronômica plant-based não para de se reinventar e oferece opções criativas e variadas. Um exemplo é o Teva Bistrô Vegetal, em Ipanema, que celebrou dez anos de funcionamento com uma recente reforma do salão e a inclusão de um cardápio de café da manhã 100% vegano. Entre as novidades, destacam-se bebidas como cafés, chás e shakes proteicos, além de pratos como o benedict de portobello, que leva cogumelos grelhados, tofu defumado, espinafre, cebola caramelizada, tomate, molho béarnaise vegano e muffin artesanal.

Também em evidência, o ORG Bistrô, no Jardim Oceânico, comandado pela chef Tati Lund, completou quinze anos com um novo projeto arquitetônico e receitas marcadas pela criatividade. O menu traz pratos como o tofu katsu com massala indiana, quinoa rosa, couve-flor tostada e chimichurri, além de uma tábua de queijos veganos fermentados artesanalmente, servidos com crackers de nozes, geleia de hibisco e picles.

No bairro do Flamengo, o Brejo Bar tem chamado atenção com sugestões vegetarianas surpreendentes, como o tartar de banana-da-terra com vatapá vegano e o sanduíche Couve & Flor, feito com couve-flor grelhada, homus e temperos, servido no pão sourdough.

Na região da Lapa-Glória, o Jurema Bar aposta em petiscos como cogumelos chamuscados acompanhados de babaganoush de jiló e molho romesco, enquanto o Brasa Jurema serve batata-doce tostada com crocante de coco e salada de melancia grelhada com ervas frescas.

Para quem aprecia culinária asiática, o Azumi, agora com duas unidades no Rio, oferece curry lámen vegano com cogumelos grelhados, além de opções como gyoza frito de abóbora e tempurá de legumes.

Em Botafogo, o Bar Tero investe em pratos como quiabo crocante empanado com molho barbecue e lasanha de cogumelos e jaca, tudo em versões veganas.

O restaurante Vegan Vegan, também em Botafogo, é pioneiro ao reinterpretar clássicos brasileiros em receitas como o salpicão de shimeji com abacaxi grelhado e o erynguii ao tucupi com jambu, painço e farofa de castanha-do-pará.

Até as pizzarias aderiram à tendência: a Oggi, com filiais em diferentes bairros e em Niterói, apresenta opções como Margherita com mussarela vegetal, Melanzane com mix de queijos veganos e Ortolana com legumes assados, ampliando o leque de sabores para quem busca uma alimentação sem ingredientes de origem animal.

O cenário demonstra que a culinária plant-based está em plena expansão, oferecendo possibilidades que vão muito além da simples substituição de carne por salada, e mostrando que sabor e criatividade caminham juntos nesse universo em transformação.

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