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Carnaval 2026: Veja os enredos das escolas que disputam o título do Grupo Especial

Carnaval 2026: Série Ouro define enredos e acirra disputa pelo Grupo Especial

A preparação para o Carnaval carioca de 2026 já movimenta os bastidores do samba. As agremiações da Série Ouro, divisão de acesso à elite do samba do Rio de Janeiro, anunciaram oficialmente seus enredos, abrindo o caminho para uma das disputas mais aguardadas do ano: a busca pela única vaga no cobiçado Grupo Especial.

Neste ciclo, a tônica dos desfiles será o resgate de figuras históricas e culturais. Seguindo o exemplo das principais escolas, quase metade das 15 participantes optou por homenagear personalidades marcantes da música, arte, ancestralidade indígena e religiões populares, reforçando o papel do samba como narrador das trajetórias do povo brasileiro.

As apresentações serão transmitidas ao vivo pela Band a partir das 21h, nos dias 13 e 14 de fevereiro, direto da Marquês de Sapucaí. O público pode esperar noites repletas de emoção, criatividade e muita festa.

Sexta-feira, 13 de fevereiro: Noite de estreias e homenagens

A programação de sexta começa com a Unidos do Jacarezinho retornando à Sapucaí após mais de uma década, em um tributo ao cantor Xande de Pilares, prometendo uma abertura animada com muito pagode.

Na sequência, a Inocentes de Belford Roxo mistura referências inusitadas ao abordar a influência russa na cultura pernambucana em seu enredo. Já a União do Parque Acari aposta na memória do grupo teatral Brasiliana, que inovou a cena cultural brasileira no final dos anos 1940.

A Unidos de Bangu dedica seu desfile à trajetória de Leci Brandão, símbolo de resistência e pioneirismo no samba, enquanto a Unidos de Padre Miguel apresenta a saga da guerreira potiguara Clara Camarão, que enfrentou invasores holandeses no século XVII.

Mantendo o tradicional clima descontraído, a União da Ilha do Governador propõe celebrar o presente, tendo a passagem do cometa Halley como pano de fundo. Encerrando a noite, a Acadêmicos de Vigário Geral propõe um mergulho em um Brasil reinventado por meio de lendas e mitos.

Sábado, 14 de fevereiro: Diversidade, resistência e contemporaneidade

O segundo dia de desfiles traz a Botafogo Samba Clube abrindo os trabalhos com uma homenagem ao paisagista Roberto Burle Marx, destacando a relação entre arte e natureza. Em seguida, a Em Cima da Hora exalta as pombagiras, figuras de destaque na cultura popular e religiosa.

O Arranco do Engenho de Dentro foca em Maria Eliza Alves dos Reis, mulher que desafiou barreiras no universo circense ao dar vida ao palhaço Xamego. O Império Serrano presta tributo à escritora Conceição Evaristo, evidenciando a força da literatura negra.

A Estácio de Sá volta às raízes do samba e da umbanda ao lembrar a trajetória de Tancredo da Silva Pinto, fundador da pioneira Deixa Falar. Já a União de Maricá destaca a resistência feminina negra através das simbólicas joias-amuletos.

Um dos enredos mais ousados da noite é o da Porto da Pedra, que aborda a vida e a dignidade das profissionais do sexo, prometendo provocar debates. Por fim, a Unidos da Ponte encerra os desfiles transformando a avenida em um grande baile funk, celebrando as origens negras e periféricas do Rio.

Com enredos que transitam entre história, cultura, ancestralidade e questões sociais, a Série Ouro de 2026 se desenha como uma das mais competitivas e emocionantes dos últimos anos. A expectativa é alta para descobrir quem conquistará o direito de integrar o Grupo Especial no ano seguinte.

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