Eder Meneghini quer casar. E não é força de expressão

Conhecido como embaixador do Rio de Janeiro, referência nacional em celebrações e chamado por muitos de “rei dos casamentos”, Eder Meneghini decidiu inverter o roteiro que sempre conduziu com maestria. Depois de décadas criando cenários para histórias de amor, ele agora assume publicamente o desejo de viver, mais uma vez, a sua própria.
Na imagem que circula com a frase direta “Quero casar”, não há marketing nem personagem. Há verdade. Aos 65 anos, arquiteto e empresário, Meneghini não busca curtidas, busca companhia. E faz questão de dizer como acredita que ela deve chegar.
“Embora existam muitas redes sociais, eu não pratico rede social para relacionamento. Talvez até pudesse encontrar alguém ali, mas tenho dúvidas. Se for algo sólido, a pessoa não vai vir pela rede social. Vai vir falando comigo ao telefone.”
Essa convicção não nasce do acaso. Ele já celebrou inúmeros casamentos de pessoas que se conheceram online, conhece todas as tendências e formatos do amor contemporâneo, mas escolheu outro caminho para si. Um caminho mais antigo, mais direto, mais humano.
A história afetiva de Eder é longa, intensa e marcada por vínculos profundos. O primeiro grande amor veio cedo.
“Eu tinha 19 anos quando vivi minha primeira relação estável. Foram mais de 12 anos juntos. Era um médico, Orlando. Aquilo me deu base, estrutura e, de certa forma, proteção num período muito duro da história.”

Ao lembrar do final dos anos 1970 e início dos 80, ele fala também de perdas. Muitas. Amigos, artistas, gente querida. Um tempo em que amar era também resistir.
“Eu perdi dezenas de amigos. Cazuza, Lauro Corona, Silvinho, tantos outros. Acho que estou vivo hoje porque tive uma relação estável, consciente, cuidadosa.”
Vieram outros amores, outras tentativas, outras histórias. Todas importantes. Nenhuma descartável.
“Depois passaram pessoas incríveis pela minha vida. Algumas não tinham o mesmo desejo de duração que eu. Outras estavam em momentos diferentes.”
Por quase duas décadas, dividiu a vida com um grande chef de cozinha, Hugo de Oliveira, que faleceu recentemente. Mais tarde, tentou novamente oficializar o amor. Houve casamento. Houve sonho. Houve entrega. E houve fim.
“Agora eu estou entregue às dúvidas. Mas continuo acreditando.”
O que mais chama atenção em seu relato não é a trajetória social, nem o prestígio, nem as casas espetaculares que ajudou a construir como cenários de celebração. É a forma como ele descreve a solidão.
“Às vezes, de madrugada, eu estico o braço na cama de casal achando que tem alguém ali. Quando aperto o colchão e vejo que não tem ninguém, eu acordo pensando: quem vai tomar café da manhã comigo?”
Para ele, o essencial não está nos rituais óbvios.
“Sexo é importante, mas não é fundamental. Jantar fora é importante, mas não é fundamental. Ver Netflix junto é importante, mas não é fundamental.”
O que realmente importa está nos detalhes.
“Ter alguém que te complete em pequenas coisas, até dividir um suco na mesa, isso sim é fundamental.”
Gay, assumido, resolvido, Eder Meneghini nunca se sentiu deslocado do ideal de parceria que aprendeu em casa.
“Eu vi meu tio e minha tia rindo juntos. O sentido é o mesmo. Eu não nasci para viver sozinho.”

Ele também deixa claro que não busca herdeiros materiais. Busca continuidade humana.
“Não vim ao mundo para deixar herança. Eu tenho um legado. E ainda tenho tempo para passar esse legado. Mas a pessoa precisa ser especial.”
Talvez seja justamente isso que torne essa história tão simbólica. O homem que transformou uma das casas mais icônicas do Rio em palco de celebrações agora assume que também quer subir ao altar, não como anfitrião, mas como protagonista.
A belíssima residência no *Solar das Palmeiras Rio*, na Ilha da Gigóia, já recebeu casamentos, bodas de prata, aniversários de 80 anos e festas que marcaram gerações. Agora, ela também ecoa um desejo simples e poderoso.
Eder Meneghini quer casar.
Quer dividir manhãs, silêncios, risos e rotinas.
Quer alguém inteiro, inteligente, culto e honesto.
E, sobretudo, quer alguém que tenha coragem de ligar.
Eder Meneghine
21 96700-0610
www.solardaspalmeirasrio.com.br/




