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Protel Summit debate locação por temporada e desafios condominiais

Na última sexta-feira (15), o Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, recebeu o Protel Summit, encontro promovido pela Protel Administração de Condomínios. O evento reuniu autoridades, especialistas e síndicos para debater pautas relevantes da gestão condominial, com destaque para os impactos das plataformas digitais de hospedagem em cidades turísticas como o Rio de Janeiro.

O primeiro painel, conduzido pelo jornalista Sidney Rezende, contou com a participação do vereador Salvino Oliveira, autor de projeto de lei que busca regulamentar os aluguéis por temporada na capital fluminense; do advogado Paulo Henrique Bergqvist, representante do HotéisRIO; e do advogado e síndico profissional Márcio Rachkorsky.

Segundo Alfredo Lopes, diretor da Protel, encontros como esse são essenciais para antecipar mudanças que afetam diretamente os condomínios. Ele ressaltou pontos como a carga tributária, que tende a aumentar, e os desafios trazidos pelas locações de curta duração, como maior rotatividade de pessoas, insegurança e custos adicionais com infraestrutura.

Na foto acima o diretor da Protel, Alfredo Lopes.

O vereador Salvino Oliveira citou exemplos internacionais – como Nova Iorque, Lisboa e Barcelona – que já regulamentaram a atividade. Para ele, o Rio precisa construir um modelo próprio, equilibrando inovação, turismo e qualidade de vida dos moradores. Entre as propostas, estão a criação de um banco municipal de hospedagens e maior transparência no repasse de dados dos hóspedes às autoridades, fundamentais para planejamento urbano e segurança.

Já Paulo Henrique destacou que não se trata de rejeitar as plataformas digitais, mas de corrigir desequilíbrios tributários e regulatórios. Ele lembrou que, diferentemente dos hotéis, essas empresas não recolhem ISS sobre as diárias, nem pagam tarifas equivalentes de água e IPTU, gerando concorrência desigual.

Márcio Rachkorsky, por sua vez, enfatizou que cada condomínio tem sua realidade e que a decisão sobre permitir ou não hospedagens deve respeitar a vontade da assembleia. Para ele, a segurança é uma das maiores preocupações, já que a falta de identificação dos hóspedes pode expor os moradores a riscos.

Além do debate principal, o evento teve palestras do jornalista Fábio Ramalho, sobre comunicação condominial; do delegado Eduardo Freitas, sobre tecnologia aplicada à segurança; e novamente de Rachkorsky, que encerrou o encontro com reflexões sobre medidas jurídicas contra moradores antissociais.

Fonte: Fernando de Moraes Arteiras Comunicação

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