Série britânica de 5 episódios estreia na Netflix e recebe 71% de aprovação do público
Reunindo suspense e espionagem em uma produção britânica enxuta, a minissérie “Treason” aposta em nomes de peso para atrair a atenção dos assinantes da Netflix. Com apenas cinco episódios, a obra estreou no final de 2022 e tem no elenco Charlie Cox, conhecido por “Demolidor”, além de Oona Chaplin (“Avatar”), Ciarán Hinds (“Plano em Família”) e Olga Kurylenko (“Thunderbolts*”). Apesar da campanha de divulgação na época do lançamento, a série acabou ficando em segundo plano no catálogo da plataforma e hoje é pouco lembrada pelo público.
A trama acompanha Adam Lawrence (Charlie Cox), um agente promissor do MI6, o serviço secreto britânico. Sua vida sofre uma reviravolta quando Sir Martin Angelis (Ciarán Hinds), seu mentor e chefe na agência, é envenenado por Kara Yusova (Olga Kurylenko), uma espiã russa com quem Adam tem uma ligação antiga. Após o atentado, Adam é alçado inesperadamente à liderança do MI6, cargo para o qual parece não estar totalmente preparado. O passado nebuloso com Kara, que remonta a uma missão realizada 15 anos antes em Baku, coloca em xeque a integridade e a lealdade do novo diretor da inteligência britânica.
Enquanto segredos do passado vêm à tona, a situação de Adam se complica ainda mais. Sua esposa, Maddy (Oona Chaplin), ex-militar atenta, percebe mudanças no comportamento do marido e inicia sua própria investigação sobre os motivos por trás dessas atitudes. A chegada de Dede (Tracy Ifeachor), agente da CIA, adiciona outra camada de tensão, transformando o enredo em um jogo de interesses internacionais, onde confiança é artigo raro e todos parecem esconder algo.
Apesar do potencial do elenco e da premissa intrigante, “Treason” não conquistou unanimidade entre público e crítica. No Rotten Tomatoes, a série acumula 71% de aprovação dos especialistas, mas amarga apenas 39% entre os espectadores. No IMDb, a nota é de 6,4 em 10. Entre os veículos internacionais, o The Hollywood Reporter foi duro ao classificar a minissérie como mais um thriller de espionagem genérico, criticando a narrativa que começa no meio dos acontecimentos e a falta de tempo para desenvolver os personagens em apenas cinco episódios.
Por outro lado, a revista Collider teve uma avaliação mais positiva, atribuindo nota B+ à produção. O destaque, segundo a publicação, está na atuação do elenco e, principalmente, na dinâmica entre as personagens femininas Maddy, Kara e Dede, que roubam a cena em meio às intrigas e reviravoltas.
Com ritmo acelerado e repleto de reviravoltas, “Treason” pode ser uma opção interessante para quem busca um entretenimento rápido no fim de semana. No entanto, a recepção morna e o desenvolvimento superficial impedem que a série se destaque entre os thrillers do gênero, fazendo com que caia facilmente no esquecimento após a maratona.
