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Após quase um ano com filho na UTI, mãe celebra primeiro Dia das Mães em casa no Rio

Após 310 dias internado, bebê com cardiopatias congênitas recebe alta e família celebra Dia das Mães em casa

Para Jaquelini Calandrino, de 31 anos, o Dia das Mães deste ano será inesquecível. Depois de passar mais de dez meses acompanhando o filho mais novo, Dorian, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ela finalmente poderá comemorar a data em casa, ao lado dos três filhos. Dorian, que completa um ano em 3 de junho, nasceu com graves problemas cardíacos e precisou de três cirurgias desde o nascimento.

Aos 21 dias de vida, Dorian foi diagnosticado com atresia pulmonar e atresia tricúspide, condições raras e complexas que exigiram acompanhamento constante. O tratamento foi realizado no Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda (HMMABH) e no Hospital Municipal Souza Aguiar, ambos localizados no Centro do Rio de Janeiro, onde equipes multidisciplinares se revezaram nos cuidados ao bebê.

Jaquelini, mãe também de Maria Júlia, de 7 anos, e Peter, de 6, não esconde a felicidade e o alívio ao poder reunir toda a família novamente. “Eu passava quase toda a semana no hospital, não queria ficar longe dele. Só ia em casa rapidamente para buscar roupas limpas”, relembra. Com a alta do filho, a rotina ainda exigirá cuidados especiais: Dorian continuará fazendo uso de medicamentos para o coração e o pulmão ao longo da vida e terá limitações quanto a atividades físicas. Ainda assim, Jaquelini celebra o retorno ao lar e a possibilidade de uma vida digna e com qualidade para o filho.

Doula há quatro anos, Jaquelini destaca a relação de afeto e confiança construída com a equipe do HMMABH. “O Maria Amélia é, para mim, a melhor maternidade do Rio. A UTI desse hospital salvou meu filho. Sempre recomendei a unidade pelo trabalho que realizam e escolhi dar à luz aqui justamente por isso”, afirma emocionada.

A diretora técnica do HMMABH, Ana Murai, lembra os desafios enfrentados por Dorian, pela família e pela equipe médica durante o período de internação. “Foram meses de superação diária, com momentos muito difíceis e procedimentos de alta complexidade. Em alguns momentos, tememos pelo pior, mas Dorian foi resiliente e a mãe sempre manteve uma postura positiva, o que nos motivou ainda mais”, relata a médica.

Segundo Ana, a expectativa inicial era de que Dorian passasse não apenas o Dia das Mães, mas também o aniversário de um ano ainda internado. “A alta dele é um presente para toda a equipe e, especialmente, para Jaquelini. Nosso trabalho é cuidar e acolher, e esse desfecho nos enche de orgulho”, conclui.

Dorian deixa o hospital após quase um ano de internação, trazendo esperança e renovação a toda a família, que agora poderá celebrar unida uma data carregada de significado.

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