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Em Chamas estreia nos cinemas com 77% de aprovação do público

Entre as principais estreias desta quinta-feira (9) nos cinemas brasileiros está “A Morte do Demônio: Em Chamas” (Evil Dead Burn), novo capítulo de uma das franquias de terror mais sangrentas do cinema. O longa chega ao circuito ao lado do aguardado live-action de “Moana” e do elogiado suspense “O Convite”.

Este é o sexto filme da série iniciada por Sam Raimi nos anos 1980 e o terceiro título lançado após o reboot assinado por Fede Álvarez em 2013. Desta vez, a direção ficou a cargo do francês Sébastien Vaniček, cineasta que ganhou projeção internacional com o thriller “Infestação” (2023), centrado em uma invasão de aranhas. O roteiro é assinado por Vaniček em colaboração com Florent Bernard.

A narrativa acompanha Alice, uma francesa marcada por um casamento em crise com William. Após presenciar a morte trágica do marido em um acidente causado por uma entidade demoníaca, ela viaja aos Estados Unidos para o funeral, realizado na casa isolada dos sogros. O que deveria ser um período de luto se transforma rapidamente em um pesadelo: o espírito maligno passa a possuir o corpo do marido e, em seguida, um a um, os membros da família – incluindo os sogros Susan e Edgar, o cunhado Joseph, a namorada dele, Thya, e a avó Polly. Cercada por familiares que já eram hostis antes e que agora se tornam ameaças sobrenaturais, Alice se vê obrigada a buscar uma adaga ancestral, considerada a única esperança para derrotar de vez as criaturas demoníacas.

Recepção da crítica

No Rotten Tomatoes, “A Morte do Demônio: Em Chamas” conquistou 77% de aprovação da crítica especializada. Apesar do índice positivo, o filme divide opiniões, especialmente pelo tom brutal escolhido pelo diretor e pela ambientação opressora.

Entre os principais elogios estão o uso criativo de efeitos práticos e maquiagem para cenas de mutilação chocantes, com objetos do cotidiano e peças de carros transformadas em armas improvisadas. O elenco também recebe destaque, principalmente Souheila Yacoub, que interpreta uma protagonista resiliente, e Tandi Wright, no papel da sogra Susan. A direção de Vaniček é apontada como visualmente claustrofóbica, explorando elementos como lama, sangue e água para criar uma atmosfera sensorial intensa. Outro mérito citado é a tentativa de inserir camadas dramáticas, abordando temas como luto, culpa e relações familiares abusivas – uma abordagem pouco comum em filmes do gênero.

No entanto, há ressalvas. Críticos apontam o distanciamento em relação ao humor ácido e satírico da trilogia original estrelada por Bruce Campbell, substituído aqui por uma crueldade mais sombria e misantrópica. As escolhas visuais também são alvo de questionamentos, especialmente pela paleta de cores acinzentada, que, segundo alguns, empobrece o impacto visual de determinadas cenas. O roteiro sofre críticas por apresentar regras confusas sobre a possessão demoníaca e a eliminação das entidades, enquanto a edição é vista como irregular, com excesso de câmera lenta que prejudica o ritmo da narrativa.

Para quem quiser revisitar os filmes anteriores, “A Morte do Demônio” (2013) e “A Morte do Demônio: A Ascensão” (2023) estão disponíveis no catálogo da HBO Max.

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