Gastronomia

Restaurante Rocka encerra atividades em Búzios após ordem de desocupação para demolição

O futuro do restaurante Rocka, um dos mais renomados de Búzios e quatro vezes eleito o melhor do litoral pelo prêmio VEJA RIO Comer & Beber, permanece indefinido após uma nova determinação da Justiça Federal. O estabelecimento, localizado na Praia Brava, recebeu ordem de desocupação, inicialmente prevista para ser cumprida em 15 de julho, mas agora adiada para 15 de agosto. O adiamento ocorre enquanto aguarda-se a análise de um embargo de terceiros protocolado pela defesa do restaurante, recurso que ainda não foi julgado.

Enquanto outros empreendimentos vizinhos já começaram a ser demolidos, o Rocka conseguiu suspender a retirada temporariamente graças ao recurso judicial. Segundo Gustavo Rinkevich, chef e sócio do restaurante, esta é a última possibilidade de reverter a situação. “Esse prazo extra foi concedido justamente para que o recurso seja avaliado. É nossa derradeira esperança”, comentou Rinkevich, que demonstra pouca confiança na permanência do restaurante na atual localização.

Diante do cenário incerto, as operações do Rocka foram paralisadas e os funcionários, colocados em férias coletivas. Paralelamente, Rinkevich já busca alternativas para manter a tradição do restaurante na cidade. Ele procura um novo endereço à beira-mar em Búzios, onde pretende reabrir o Rocka ou lançar um projeto semelhante. “Não podemos ficar parados. De uma forma ou de outra, o Rocka vai seguir sua trajetória aqui em Búzios, mantendo o padrão de qualidade. Espero trazer novidades positivas em breve”, afirmou o chef.

A disputa judicial envolvendo o imóvel se arrasta há vários anos, desde antes da inauguração do Rocka, e gira em torno da ocupação de áreas consideradas de preservação ambiental permanente na região. Ao longo desse período, diferentes estabelecimentos tentam, sem sucesso, garantir a permanência por meio de decisões judiciais.

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