Rio ilumina pontos turísticos para celebrar 14 anos como Patrimônio Mundial da Unesco
Prefeitura do Rio celebra 14 anos de reconhecimento internacional com iluminação especial em monumentos
Em celebração aos 14 anos do reconhecimento das Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar como Patrimônio Mundial pela Unesco, a Prefeitura do Rio de Janeiro realiza uma programação especial de iluminação em pontos icônicos da cidade. Entre os dias 1º e 5 de julho, o Cristo Redentor, os Arcos da Lapa e o Copacabana Palace serão iluminados com as cores verde e azul, simbolizando a união do mar e das montanhas que caracterizam a paisagem carioca.
A ação é fruto de uma parceria entre o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), a Rioluz, a Secretaria Municipal de Conservação, o Copacabana Palace, a rede Belmond Hotel e o Santuário Cristo Redentor. O objetivo é destacar a importância do título concedido pela Unesco em 2012, quando o Rio de Janeiro se tornou a primeira metrópole de grande porte a receber a chancela de Paisagem Cultural Urbana, reconhecendo a integração singular entre natureza e ocupação humana.
“Esta data reforça nosso compromisso com a preservação dos bens culturais e ambientais do Rio. As iluminações especiais são uma homenagem visual a esse patrimônio coletivo e também um incentivo à continuidade das ações de conservação”, afirma Laura Di Blasi, presidente do IRPH.
A área reconhecida pela Unesco abrange pontos emblemáticos da capital fluminense, como o Parque Nacional da Tijuca, o Jardim Botânico, o Corcovado, o Parque do Flamengo, a orla de Copacabana, a entrada da Baía de Guanabara, o Forte de Copacabana e o Pão de Açúcar. A iniciativa conecta a Zona Sul ao Centro, promovendo um circuito de celebração que evidencia a evolução histórica e cultural da cidade.
Nos últimos 14 anos, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) e do IRPH, tem intensificado políticas de conservação e planejamento urbano sustentável, visando proteger a paisagem que garantiu ao Rio o status internacional. Um dos exemplos mais recentes é a restauração dos Arcos da Lapa, concluída com investimento de R$ 1,7 milhão, incluindo limpeza especializada, pintura, reforço estrutural e revitalização da Praça Cardeal Câmara.
Segundo o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, os Arcos da Lapa são um marco da engenharia colonial e símbolo da resistência histórica do Centro do Rio. “Nossa manutenção segue critérios técnicos rigorosos, respeitando o tombamento do IPHAN e utilizando técnicas tradicionais, como a caiação com cal virgem, que preserva as características originais da pedra e contribui para a durabilidade do monumento. Valorizar a memória é fundamental para mantermos viva a identidade da cidade”, destaca.
O processo de candidatura ao título de Patrimônio Mundial foi coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com apoio da Prefeitura, do Governo do Estado e do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Chico Mendes. A proposta foi submetida à Unesco em 2009 e aprovada em julho de 2012, durante a 36ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em São Petersburgo, na Rússia.
O conceito de Paisagem Cultural foi adotado pela Unesco em 1992, porém, até então, apenas áreas rurais, jardins históricos e pequenas cidades haviam sido contemplados. O Rio de Janeiro inovou ao ser a primeira grande área urbana dinâmica reconhecida nessa categoria.
Além das Paisagens Cariocas, o Rio possui outros dois locais inscritos como Patrimônio Mundial: o Sítio Arqueológico Cais do Valongo, reconhecido em 2017 por sua relevância histórica como principal ponto de entrada de africanos escravizados nas Américas, e o Sítio Roberto Burle Marx, na Barra de Guaratiba, incluído em 2021 por representar o jardim tropical moderno e inspirar o desenvolvimento econômico da região.

