Cultura

Fundação Iberê recebe nova edição da ArtRio em sua agenda cultural

Ao ser convidada para assumir a curadoria desta mostra, iniciei um mergulho em minhas lembranças das inúmeras pinturas que já tive a oportunidade de ver, seja em exposições ou nas páginas de livros. No entanto, o objetivo não era debater a pintura de Iberê Camargo, mas sim voltar o olhar para um estágio anterior: o universo do desenho.

O desenho, por sua natureza, revela detalhes sutis, registros fugazes e esboços feitos quase sem intenção, em papéis improvisados. Ele é composto por experimentações, repetições, traços inseguros, correções e até mesmo sobras e excessos. Trata-se de um exercício mental, um processo de questionamentos contínuos, muito próximo do conceito defendido por Leonardo da Vinci.

Durante várias semanas, junto com minha assistente Carolina, dediquei-me a uma intensa pesquisa virtual pelo acervo de desenhos. O trabalho de seleção foi exaustivo, mas também gratificante. Organizamos diferentes conjuntos, reagrupamos obras, fizemos e desfizemos listas e tabelas, sempre avaliando cada escolha com um olhar atento e movidas pelo entusiasmo das descobertas. Após um criterioso processo de análise, chegamos ao expressivo número de 1.091 trabalhos selecionados.

A exposição “Iberê Camargo: quem sabe, o tempo…”, com curadoria de Carmela Gross, fica em cartaz na Fundação Iberê, localizada na Av. Padre Cacique, 2000, em Porto Alegre, RS, de 26 de agosto a 12 de novembro. As visitas podem ser feitas de quinta a domingo, das 14h às 18h. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

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