Notícias

Casa do Catador completa cinco dias de atendimento e amplia apoio a catadores autônomos no Rio

A Casa do Catador, localizada no Centro do Rio de Janeiro, completa nesta terça-feira de Carnaval (17/2) seu quinto dia de atividades, consolidando-se como referência no acolhimento a trabalhadores autônomos da reciclagem. A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), coloca os catadores no centro das ações ambientais, reconhecendo o papel fundamental que desempenham na limpeza da cidade durante grandes eventos.

O espaço foi criado para oferecer suporte integral a profissionais que atuam na coleta de resíduos recicláveis, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade, informalidade ou em condição de rua. No local, os catadores têm acesso a alimentação, áreas para descanso, serviços de higiene, atendimento psicossocial, distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e auxílio na regularização de documentos. Além disso, a Casa do Catador facilita o cadastramento em programas sociais, como o CadÚnico, e organiza a cadeia da reciclagem, disponibilizando estrutura para triagem e pesagem dos materiais coletados.

Custodio da Silva Chaves, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), ressalta que a iniciativa representa um avanço para a categoria. Segundo ele, a Casa do Catador promove dignidade e reconhecimento a trabalhadores que, muitas vezes, enfrentam a dura realidade das ruas. “O resultado desse trabalho é visível. É uma semente que começa a transformar a cidade”, afirma Chaves, observando o material já separado no galpão do projeto.

Jorge Neves de Souza, dirigente da cooperativa Coopar e membro da Febracom, reforça o impacto positivo do espaço. Ele destaca que, antes da abertura, catadores avulsos não tinham onde descansar ou se higienizar após longas jornadas. “Agora, podem dormir, tomar banho e se sentir acolhidos. Isso é inédito e representa humanidade”, enfatiza.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, explica que a Casa do Catador integra uma política afirmativa voltada para a valorização desses profissionais. “Grandes eventos dependem do trabalho dos catadores. Muitos passam dias nas ruas e agora têm um local seguro, com melhores condições e mais dignidade para buscar a formalização no mercado de trabalho”, pontua.

Durante o Carnaval, os catadores desempenham papel crucial ao garantir que latas, garrafas e outros resíduos tenham destinação correta e retornem ao ciclo produtivo. A Casa do Catador simboliza o reconhecimento desses trabalhadores como agentes ambientais essenciais, promovendo cidadania, autoestima e justiça social. O projeto é realizado pela SMAC, em parceria com a Caixa Econômica Federal e apoio do Governo Federal.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
Comercial e assessores de imprensa