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Mudança na Série B destaca desempenho do Vasco em mata-matas

A cerca de um mês para o início da Série B do Campeonato Brasileiro de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) surpreendeu ao anunciar uma importante mudança na estrutura da competição. A novidade reacendeu discussões sobre justiça esportiva, pressão sobre os clubes e o aumento da imprevisibilidade nos resultados. O campeonato seguirá com 20 equipes e 38 rodadas, mas, a partir de agora, apenas o campeão e o vice terão promoção direta à Série A.

A principal alteração no regulamento é a implementação de um playoff de acesso, agendado para o final de novembro, com partidas de ida e volta. Pelo novo sistema, o terceiro colocado enfrentará o sexto, enquanto o quarto medirá forças com o quinto. Os vencedores desses confrontos garantirão a última vaga na elite do futebol nacional. Caso essa regra já estivesse em vigor, equipes como o Vasco da Gama teriam passado por esse mata-mata em três temporadas diferentes.

Até então, desde 2006, a Série B adotava o formato de pontos corridos, com quatro clubes subindo diretamente, sem a necessidade de confrontos eliminatórios. A mudança provocou debates imediatos: quais times tradicionais teriam sido afetados por essa alteração ao longo dos anos? Um levantamento realizado pela Trivela analisou as últimas duas décadas da competição e simulou o impacto do novo modelo sobre os acessos.

Entre os integrantes do chamado G12, a maioria conseguiu retornar à primeira divisão com campanhas sólidas. Atlético-MG (2006), Corinthians (2008), Vasco (2009), Palmeiras (2013), Botafogo (2015 e 2021), Cruzeiro (2022) e Santos (2024) conquistaram o título da Série B. Já Internacional (2017) e Grêmio (2022) subiram como vice-campeões. O Vasco, porém, destoa desse grupo: em cinco participações na segunda divisão, venceu apenas uma vez, ficou de fora do G4 em 2015 e, em três temporadas, teria sido obrigado a disputar o playoff.

Nessas situações, o clube carioca teria enfrentado o Boa Esporte em 2014, o Náutico em 2016 e o Sampaio Corrêa em 2022. Apesar de ser favorito nos confrontos, o Vasco teria que lidar com a pressão e o risco de eliminação em jogos decisivos, o que poderia alterar o destino do time nessas campanhas.

Além do Vasco, outros times tradicionais também teriam passado por situações mais delicadas. O Bahia, por exemplo, conquistou o acesso três vezes desde 2006, sempre na terceira colocação (2010, 2016 e 2022), e, pelo novo formato, teria que decidir sua vaga contra adversários como Sport, Londrina e Ituano, incluindo o risco de um clássico regional.

O novo sistema também afetaria diretamente o Sport, que perderia o acesso direto em três temporadas e teria que disputar playoffs contra Vitória (2011), Joinville (2013) e Goiás (2024). Já o Vitória, além de possíveis novos acessos, enfrentaria decisões contra o Fortaleza em 2007 e o Bragantino em 2015, antes da chegada da empresa Red Bull. Até mesmo o Athletico Paranaense, terceiro colocado em 2012, teria que decidir seu futuro contra o Joinville em um duelo eliminatório.

A mudança no regulamento promete aumentar o drama da Série B e deve tornar a luta pelo acesso ainda mais intensa e imprevisível nas próximas edições.

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