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Ovos em alta

Exportação de ovos: apesar da queda em Outubro, Brasil registra volume acumulado com um incremento anual de 173,7% e aumento da receita em 198,7%

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontam que 1.026 toneladas de ovos (in natura e processados) foram exportadas em Outubro. Dentre os destinos, o principal deles é o Chile, seguido do Japão.

Isso representa uma queda de 33%, quando comparado ao mês anterior, mas 75% acima da quantidade exportada em Outubro de 2022, assim como um crescimento de 38,5% da receita, ao analisar o mesmo mês no ano passado e agora em 2023.

A secretaria também aponta que os primeiros sete dias de Novembro sinalizam que o volume de receita de ovos e ovoprodutos exportados tende a apresentar queda mensal, devido ao número de feriados no mês, ainda que haja um aumento considerável em relação a Novembro do ano passado.

Em números, os primeiros sete dias de Novembro representam: um total exportando de quase 1.181 toneladas, o que significa cerca de 65% do volume médio diário de quase 169 toneladas, se mantido para o restante de novembro, poderá chegar a 3.206 toneladas, o que equivale a uma queda de 3,3% em cima de Outubro deste ano, mas, ainda assim, um aumento expressivo de 76,3%, quando comparado a Novembro de 2022.

Segundo a ABPA, de Janeiro a Outubro, o volume acumulado aponta um incremento anual de 173,7%, com 23.669 toneladas, e aumento em 198,7% na receita, para US$ 58,715 milhões, ao comparar ao mesmo período de 2022.

A Mantiqueira Brasil, a 12ª maior produtora de ovos no ranking mundial, líder no segmento de avicultura, inovação e tecnologia na América do Sul, exporta há mais de 15 anos. Segundo a empresa, somente em 2023, o volume triplicou.

Particularmente no ano de 2023, a exportação da Mantiqueira triplicou e a do Brasil também. Em 2022, a Mantiqueira foi responsável por aproximadamente 70% das exportações de ovos do Brasil e este ano acredito que deva seguir a mesma tendência. Este acréscimo deste ano se deu em boa parte, por conta do aumento da exportação de ovos para o Japão, a abertura de Taiwan (que antes não importava do Brasil e o fez em bons volumes) e países como o Chile, que também iniciaram suas importações de ovos do Brasil; fora o Oriente Médio e África, que já eram clientes do Brasil e continuam”, explica Murilo Pinto, Diretor Comercial da Mantiqueira Brasil.

E dentre os fatores que justificam esse aumento estão os casos de gripe aviária em outros países exportadores, o que possibilitou que o Brasil se destacasse neste mercado. “O mundo enfrentou uma gripe aviária e o Brasil ainda está livre desta doença em aves de postura comercial, existe apenas em aves silvestres. Isto aconteceu muito forte também nos EUA, que é um grande exportador global e o Brasil entrou suprindo esta falta de ovos que aconteceu nos EUA, atendendo a demanda de países como Japão e Taiwan, que foram os grandes captadores deste aumento de volume, uma novidade no ano junto com o Chile”, explica Murilo.

Segundo o empresário, o desafio agora é tentar manter estes novos mercados, pois estes novos países já reduziram bastante a sua demanda, devido à retomada na produção interna de ovos, bem como os Estados Unidos que também retomou sua produção e deve ter voltado a exportar para estes destinos.

Hoje, de um modo geral, já reduzimos um pouco as exportações, mas continuamos exportando mais que o ano passado. Não foi apenas a euforia do primeiro momento, que o país exportou um importante volume, mas também não voltou aos patamares anteriores. Estamos mantendo exportações regulares para alguns destes destinos que abrimos neste último ano”, finaliza Murilo.

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