Cultura

“Helena Blavatsky, a voz do silêncio” faz temporada no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea.

Monólogo já foi visto por quase 40 mil pessoas em mais de 100 apresentações em temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e sessões em Brasília, Cuiabá e Fortaleza . Beth Zalcman está indicada ao Prêmio Cenym de Melhor Atriz pelo espetáculo.

Importante pensadora do final do século 19, a russa Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891) buscou ampliar o diálogo entre religião e ciência, influenciando personalidades de diversas áreas do conhecimento. Sua vida e obra inspiraram o monólogo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, estrelado por Beth Zalcman, sob a direção de Luiz Antonio Rocha, com texto de Lucia Helena Galvão, filósofa, professora, escritora, poetisa e palestrante em sua primeira incursão na dramaturgia. (*Trechos de críticas e depoimentos abaixo). Depois de três temporadas em São Paulo, uma em Belo Horizonte e uma no Rio de Janeiro, com a maioria das sessões lotadas, a peça recebeu um convite para voltar à cidade no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, devido ao estrondoso sucesso por onde passa. As sessões serão às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h, até 9 de dezembro. Até agora, quase 40 mil espectadores já assistiram e se emocionaram com a atuação de Beth Zalcman, indicada ao Prêmio Cenym de Melhor Atriz pelo espetáculo.

“Assim como alcançamos espectadores em todo o mundo com as apresentações virtuais, a versão presencial tem atraído muita gente de vários estados brasileiros e até do exterior. Recentemente recebemos um grupo da Holanda”, conta Luiz Antonio Rocha sobre o sucesso da montagem. “Recebemos também muitos retornos de gente falando na importância de um espetáculo que se debruça sobre a alma humana, que traz à tona nossos sentimentos mais essenciais”, completa.

                    Pensadora influenciou de James Joyce a Mondrian, de Mahler a Gandhi

Helena Blavatsky foi, antes de tudo, uma incansável buscadora de sabedoria antiga e atemporal, revolucionando o pensamento humano. Sua vasta obra influenciou cientistas como Einstein e Thomas Edison; escritores como James Joyce, Yeats, Fernando Pessoa, T. S. Elliot; artistas como Mondrian, Paul Klee, Gauguin; músicos como Mahler, Jean Sibelius, Alexander Criabrin; além de inúmeros pensadores, como Christmas Humphreys, C. W. Leadbeater, Annie Besant, Alice Bailey, Rudolf Steiner e Gandhi.
“Considerando que vivemos num período de caos mundial (vide as guerras atuais), no qual o fundamentalismo, as tecnologias e as crises políticas e climáticas do planeta invadem nossa dignidade com tanta violência, resgatar os pensamentos de Blavatsky é de extrema importância”, afirma Luiz Antônio Rocha. “Segundo Blavatsky, nada pode afetar a um homem ou a uma nação sem que afete a todos os homens e a todas as nações”, completa o diretor.
“Interpretar Helena Petrovna Blavatsky é mergulhar no improvável, no intangível. Nada mais desafiador para uma atriz realizar um texto que demanda extrema sensibilidade, concentração e imaginação, e transporta a plateia para um universo de possibilidades”, define a atriz Beth Zalcman. “Desde o início da minha busca pelo conhecimento através da filosofia, me deparei com pensadores que dedicaram suas vidas a buscar, compilar e transmitir ideias que entrelaçam nossas vidas e compõe parte do que somos. Esta peça é uma forma comovida e contundente para homenagear esta mulher tão especial”, conclui a autora Lucia Helena Galvão.

A encenação propõe uma dramaturgia inspirada no “sfumato”, de Da Vinci. A montagem procura levar o público do irreal ao real, das ilusões à verdade espiritual, da ignorância à sabedoria que ilumina o propósito da existência. A direção de arte, cenário e figurinos foram baseados em algumas pinturas do artista impressionista Édouard Manet.

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