Esportes

Breakdance em alta

Projeto Breaking Brasil, com idealização e direção de Paulo Dary e Miguel Colker, promove o treinamento artístico-esportivo de jovens com o objetivo de encontrar e desenvolver atletas olímpicos

O Breaking se tornará uma modalidade olímpica no ano que vem em Paris . A expectativa é que a atividade se desenvolva rapidamente, com amplificação de federações e etapas regulares de competições em todo o mundo, criando mais oportunidades para atrair crianças, jovens e adultos

Atividade que une arte e esporte, o Breaking (ou Breakdance) está prestes a alcançar o patamar de modalidade olímpica. Os B-Boys e B-Girls, como são chamados os atletas da categoria, já estarão aptos a disputarem medalhas nas Olimpíadas de Paris 2024. Com idealização e direção de Paulo Dary e Miguel Colker, e com parceria do Centro de Movimento Deborah Colker, o projeto Breaking Social Brasil iniciou suas atividades este ano com dois objetivos principais: criar e manter núcleos de capacitação de breaking para jovens com escassez de oportunidades, com foco na promoção à cidadania, saúde, autoestima e socialização, e um núcleo de treinamento com o objetivo de encontrar e desenvolver atletas olímpicos brasileiros.

Miguel Colker


O breaking se espalhou pelo mundo, se tornou extremamente popular entre crianças, jovens e adultos nos cinco continentes, e se ampliou culturalmente e tecnicamente a ponto de se tornar uma modalidade olímpica. Porém, a estrutura das danças urbanas e do breaking precisam ser aprimoradas e evoluídas, pois ainda contam com baixa representatividade nas instituições que regulam e promovem a cultura e o esporte. A expectativa é que a atividade se desenvolva rapidamente após as próximas Olimpíadas, com amplificação de federações e etapas regulares de atividades em todo o mundo, criando mais oportunidades de atração de crianças, jovens e adultos.

Paulo Dary e Miguel Colker realizaram uma série de projetos voltados para as danças urbanas desde 2013, incluindo o Rio H2K – Festival Internacional de Danças Urbanas, um dos mais respeitados festivais do gênero das Américas, realizado de 2013 a 2019, e o Palco Street Dance – Rock In Rio, realizado nas edições 2013, 2015 e 2017, além da edição 2015 em Las Vegas .

“Diferentemente do surfe e do skate, que foram integrados ao Jogos Olímpicos em 2018, o breaking não possui um circuito e liga mundial, além de federações nacionais sólidas e estabelecidas que proporcionam as bases de desenvolvimento de uma categoria cultural e/ou esportiva”, lamenta. “Para aproveitar esta oportunidade única que é o ingresso nas Olimpíadas, precisamos criar projetos e espaços com infraestrutura para que as pessoas possam praticar as atividades ligadas ao breaking, e desenvolverem a modalidade em nosso país, criando novos atletas e aumentando as possibilidades de uma representação brasileira no universo esportivo”, completam Paulo Dary e Miguel Colker.

B-girl Manu

O Breaking Social Brasil é apresentado pelo Ministério da Cultura, pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e pela Secretaria Municipal de Cultura e tem patrocínio do Grupo Multiterminais Logística Integrada, Mercado Pago, Mercado Livre, Bayer, Banco BV, BNY Mellon, ARX Investimentos, Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O projeto também tem parceria do Centro de Movimento Deborah Colker, Apoio Institucional da Federação de Breaking do Estado do Rio de Janeiro, produção da Araucária Agência Cultural, e realização do Ministério da Cultura e Governo Federal.

Núcleo de Treinamento e Núcleo de Capacitação

Iniciadas em agosto, as aulas gratuitas do Breaking Social Brasil são realizadas em dois núcleos. Coordenado por Gabriel Stal, o Núcleo de Treinamento é voltado para as aulas de oito atletas já experientes. São quatro mulheres e quatro homens de 18 a 31 anos, divididos em dois níveis, que ganham uma bolsa de incentivo para se aperfeiçoarem. Os atletas são Nathana Vieira Venâncio (Bgirl Nathana); Ronielson da Silva Araújo (Bboy KAPU); Amanda Sophia de Almeida Laurencini (Bgirl Amanda Sophia); Bruno José Rodrigues (Bboy BRUNO LOKO); David Souza de Oliveira (Bboy Ceara); José Ailton Salvino Santiago (Bboy Flash); Manoella Aparecida de Carvalho Magalhães Leite (Bgirl Manu); e Sabrina Vaz de Souza Araújo (Bgirl Savaz). Os participantes foram escolhidos por audições em agosto.

Coordenado pelo Diego Alves, o Núcleo de Capacitação oferece aulas gratuitas na Colégio Maurício Azêdo no bairro do Caju, no MX Studio em Duque de Caxias, e no Centro de Movimento Deborah Colker, no bairro da Glória. As turmas são divididas em dois níveis com 20 a 30 alunos em cada: iniciante, para crianças e jovens que querem aprender a dançar breaking e fomentar a entrada no esporte, e intermediária, voltada àqueles que já têm noções de breaking e buscam evoluir e se especializar.

Nos dias 16 e 17 de dezembro, haverá a primeira batalha, como são conhecidas as competições de breaking, realizada pelo projeto.

Ficha técnica:
Idealizadores e diretores: Paulo Dary e Miguel Colker Assunção
Coordenador do Núcleo de Treinamento: Gabriel Stal
Coordenador do Núcleo de Capacitação: Diego Alves
Atletas do Núcleo de Treinamento: Nathana Vieira Venâncio (Bgirl Nathana); Ronielson da Silva Araújo (Bboy KAPU); Amanda Sophia de Almeida Laurencini (Bgirl Amanda Sophia); Bruno José Rodrigues (Bboy BRUNO LOKO); David Souza de Oliveira (Bboy Ceara); José Ailton Salvino Santiago (Bboy Flash); Manoella Aparecida de Carvalho Magalhães Leite (Bgirl Manu); e Sabrina Vaz de Souza Araújo (Bgirl Savaz).
Professores do Núcleo de Capacitação: Monique Soares, Andressa Colares, Gabriel Monteiro (GB), Alexandre Xaveirinho e Cleiton Gonçalves (Tevez).
Apresentação do projeto: Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura
Patrocínio: Grupo Multiterminais Logística Integrada, Mercado Pago, Mercado Livre, Bayer, Banco BV, BNY Mellon, ARX Investimentos, Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Parceria: Centro de Movimento Deborah Colker
Apoio Institucional: Federação de Breaking do Estado do Rio de Janeiro
Realização: Araucária Agência Cultural, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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