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Follow the Beach Copacabana testou nova regra para o masculino no esporte

Melhores do mundo jogaram com parceiro na linha dos seis metros no saque e opinaram

Foto: Calbucci no saque e Cramarossa na linha dos seis metros / Crédito: @focobt

O Follow the Beach Copacabana, o maior torneio do mundo com 2 mil inscritos de doze países em 42 quadras na Praia de Copacabana, testou uma nova regra para o masculino no profissional nas duplas.

Nos jogos do desafio Rio de Janeiro x Itália, vencido pelos italianos, e na Lopes Cup com triunfo do Time Mundo, os atletas experimentaram a nova regra do parceiro do sacador precisando ficar em uma linha de seis metros atrás da rede (a quadra tem oito metros de comprimento).

“O objetivo é eliminar ou reduzir a interferência do parceiro do sacador e facilitar os rallies, ou seja, as trocas de bola. Nos dois jogos que tivemos tivemos bons feedbacks em geral dos atletas”, disse Alessandro Calbucci, lenda do esporte e embaixador do Follow the Beach Copacabana: “O Follow sempre trouxe inovações no esporte. A linha dos três metros afastado da rede foi lançada pelo evento em 2018 e hoje está inserida no esporte como regra oficial”.

André Baran, quarto do mundo, comentou sobre o teste após sua vitória ao lado de Nikita Burmakin na Lopes Cup por 6/3 6/1 contra Michelle Cappelletti e Nicolas Gianotti: “Foi um pouco estranho, nunca tinha jogado, tava tentando não atrapalhar o Nikita pois fica bem próximo de sacador, mas vou falar que foi uma experiência legal, é válido pensar em uma hipótese. Teste sempre é bom. Sempre é bom ver como fica na televisão, se fica mais jogado, um pouco mais de rallies. Acho que ficou mais técnico, mais de primeira bola, sempre sair jogando. Acho que foi uma experiência válida”, disse o catarinense.

Nikita adicionou: “Claro que basicamente estamos acostumados com a regra dos 3 metros que temos. A de 6 metros é uma ideia interessante para ser testada. Precisamos praticar mais e testar bastante para ter uma opinião.”

Cappelletti aprovou o primeiro teste: “Achei uma regra perfeita, ótima. Acho que é a última regra que falta para ter um Beach Tennis masculino fantástico, com mais rallies. Uma regra fácil de aplicar, não precisamos mudar nada do jogo. Deveria ser aplicada de maneira mais rápida possível no circuito mundial”, apontou. Gianotti completou: “Acho que será boa para o esporte. Fica mais fácil devolver o saque então os pontos ficam mais longos”.

A competição foi encerrada na noite de segunda-feira com a disputa de Simples com Antomi Ramos, da Espanha, superando o catarinense André Baran. No feminino, a italiana Sofia Cimatti superou a venezuelana Patrícia Diaz. Cada campeão levou R$ 60 mil para casa e cada vice embolsou R$ 30 mil na maior premiação da história na categoria.

Fonte: Fabrizio Gallas

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