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VIOLÊNCIA E ABUSOS NO MUNDO DA MODA FORAM TEMAS DE DEBATE NA CÂMARA MUNICIPAL DO RJ

O Salão nobre da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro sediou, na noite de terça-feira (13.09), um debate público sobre problemas que afligem o mercado da moda.

O encontro, mediado pela vereadora Thais Ferreira (presidente da Comissão da Criança e Adolescente da Câmara de Vereadores), contou com a presença de modelos, representantes de agências de modelos, da Polícia Civil (delegacia de Proteção a Criança e Adolescente), Secretaria de Assistência Social,
diretores do Sated e do Sindmodel, entre outros.

A agente de modelos Renata Maria, da empresa Mistic, usou sua fala para alertar sobre graves problemas da profissão, como aliciamento, prostituição, tráfico de pessoas, assédio moral e pressões físicas e psicológicas que, infelizmente, são situações que ocorrem com frequência no mercado da moda.

“Eu descobri e preparei durante três anos a top internacional Raynara Negrine, que é hoje a modelo brasileira mais promissora do mundo. Simplesmente ela foi retirada do meu convívio por uma agência de São Paulo, que é reincidente na prática de aliciar menores e outros crimes. Não sei como estão o bem estar e a integridade física de Raynara, já que, desde o início de 2020, essa empresa me isolou completamente da modelo”, desabafa Renata.

“Há mais de dois anos e meio que não tenho nenhum contato com a Raynara, a quem eu sempre tratei como uma filha e inclusive já morou na minha casa. Quero entender o que e quem está por trás desse afastamento, já que não há nenhum fator aparente que possa justificá-lo. Muito estranho tudo isso… Será que ela está bem? Será que está passando por algum tipo de assédio, ou outro problema? Penso isso porque dias antes de se isolar ela me contou que estava mal emocionalmente”, revela Renata.

Rogéria Cardeal, presidente do Sindicato de modelos do Rio de Janeiro (Sindmodel RJ) falou sobre o preconceito e discriminação sofridos pelos modelos, enquanto que João Procópio Neto, membro diretor do sindicato dos Artistas do Rj (Sated RJ) lembrou da luta de seu avô, Procópio Ferreira, pela legalização da profissão.

“Meu avô lutou muito pela profissão de ator ser valorizada, respeitada e reconhecida. E os modelos, assim como nós atores, ainda sofrem diferentes tipos de abusos e preconceitos que precisam ser combatidos. Por isso estou aqui e vou apoiar sempre iniciativas que contribuam para a valorização desses profissionais”, disse Procópio.

Fonte: Origami Marketing e Comunicação

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