Músicas

Encerramento do FESTIVAL TERRA DO RAP 2021 terá Fina Misturada on line

Na oitava edição e on-line, o Festival deu visibilidade há mais de 200 artistas de países de língua portuguesa. Evento on line de encerramento une mais de 65 artistas, no próximo domingo.

Xandy Mc e Chris Beat, apresentadores do encerramento da Terra do Rap

A conexão por intermédio de novas vozes e aproximar os países de língua portuguesa é o mote do Festival Terra do Rap, 8ª edição e versão on-line do evento, por conta da pandemia.

Produzido e idealizado pelo rapper Vinicius Terra, a Terra do Rap é o primeiro festival de intercâmbio entre os países da língua portuguesa sob a ótica da cultura urbana. Desde sua origem, em 2013, integra artistas de todos os territórios lusófonos do planeta. 

A edição 2021, que iniciou sua programação em 28 de fevereiro contou com cerca de 200 artistas, coletivos e iniciativas em sua programação, acumulando cerca de 50 horas de transmissão. A pandemia não foi o impeditivo, pelo contrário, possibilitou o alcance de mais de 10 mil pessoas.

“Os artistas convidados para esta edição são, em sua maioria, grandes talentos ainda sem grande alcance nesse mundo de algoritmos e busca por views e engajamentos na internet. Promover este ano o encontro de novas vozes, ainda invisíveis ao streaming nos diversos apps de música é poder também não só amplificar essas vozes, mas aproximá-las também neste intercâmbio sobre o que cada um pode contribuir no tocante a novas formas de propagar e promover a sua própria arte”; avalia Vinicius Terra, considerado o embaixador do rap lusófono no Brasil.

Evento de encerramento – 25 de abril

O encerramento do Festival Terra do Rap será com a Fita Misturada On-line, uma espécie de “live-mixtape”, na qual todos os artistas realizam performances inéditas. A super live tem 12 horas de duração e será capitaneado pelo Mc/rapper do Jacarezinho Xandy MC e DJ/beatmaker de Manguinhos Chris Beat. 

Com mais de 65 artistas das periferias urbanas do Brasil, Angola, Portugal e Moçambique, a live dá destaque para as brasileiras Helen Nzinga e Nega Preto, residentes no estado do Rio, assim como imigrantes residentes em Portugal, como o rapper baiano DSB e a carioca Muleca XIII.

“Olhar para os novos artistas e passar o comando do festival para o Xandy e o Chris é uma maneira de observarmos a contemporaneidade das periferias lusófonas com a perspectiva de quem produz e vive a potencialidade e o futuro de uma nova lusofonia”, afirma o curador Vinicius Terra, nascido e criado entre o bairro carioca da Pavuna e do município de São João de Meriti (RJ), que já foi apresentador das primeiras edições do festival.

Vinicius já está articulando a edição do evento do próximo ano. “Sempre observamos os países de língua portuguesa e convidamos artistas e iniciativas; após a experiência de 2021 optamos que a 9ª edição do festival se alcance novos artistas. Não acredito que os efeitos da pandemia terminarão com a imunização mundial. Gerar mercado e possibilidades de intercâmbios para vozes ainda silenciadas será nossa missão ainda em 2022. A cultura urbana é o que oxigena toda uma circulação de tendências”, comenta.

Artistas em destaque – 25 de Abril – Fita Misturada On-Line

DSB

Minibio:DSB, brasileiro em Portugal, um MC grato pela música e sua possibilidade de salvar as pessoas. Defende a Bandeira da música a onde estiver, passando sua visão e toda experiência de vida em cima da Batida Perfeita!

Muleca XIII

Mini bio:Nascida e criada no Rio de Janeiro , a artista que assina como Muleca XIII, reside atualmente em Lisboa e se autodefine como Ambulante Cultural. A rapper, grafiteira e educadora compõe letras de forte cunho político social, sempre com rimas afiadas, seja em suas músicas seja no seu freestyle, vertente de rimas improvisadas que pratica com grande desenvoltura.

Denise

Minibio: A portuguesa Denise funde a musicalidade da “soul music” com o “boom bap” do hip hop usando a língua de Camões para se exprimir num timbre peculiar. Ela é uma artista com ouvido para a música e uma aguçada sagacidade para a escrita dando início a esta caminhada em 2012, em breve trará novas sonoridades.

Helen Nzinga

Minibio: Cantora e compositora de rap e R & B, Helen Nzinga é carioca e tem 30 anos. Começou no rap em 2015, desde então a artista tem lançando singles diversos e feito parcerias que vão do rock à música instrumental. Em 2018 foi uma das ganhadoras do concurso Levis × Laboratório Fantasma (OriginalsStudios) e como prêmio gravou seu single Dia a Dia pela Lab. No ano de 2019 lançou seu EP de estreia “Nzinga Mbandi”, uma proposta afrofuturista que mescla elementos da ancestralidade com a estética e a sonoridade contemporânea e urbana.

Nega Preto

Minibio: Artista independente, não-binária e bissexual do interior do Rio de Janeiro, Nega Preto cria poesias desde a infância e estreou carreira musical em 2011, cantando e recitando em palcos por todo o sudeste do Brasil enquanto mescla o rap a outros ritmos originários da música preta, como batucada, funk e soul.

Kuatro Ases

Minibio: Kuatro Ases é um rapper moçambicano, natural da cidade da Beira. Começou a se interessar pelo rap em 1994 e em 1996 começou a repar. Criou e participou de vários projetos ao longo dos tempos até que em 2014 veio a montar o seu próprio estúdio de gravação musical de onde tirou uma EP em 2018 e finalizou um álbum que tem a previsão de saída ainda neste ano, 2021.

Função Inversa

Minibio:Nascido em Quelimane, cidade do centro de Moçambique, começou a fazer rap em 2004 num grupo chamado Herdeiros da Metáfora que era composto por três rappers. Em 1993, mudo-se pra cidade de Chimoio onde reside ate hoje. Atualmente integra o grupo Primeiro Passo com o parceiro Plaga-C. Em 2020 lançou uma mixtape com 6 faixas, intitulada A Caminho do álbum.

Dido Legionnario

Minibio: Dido Legionnario é um Mc que faz parte de um grupo de RAP, bombap em Portugal, que se chama Endless Music. Ele tem um Ep solo chamado ” Simples Mente “.

Inztynto

Minibio: Inztynto é um MC de Portugal que faz música há vários anos, tendo feito parte de grupos como Brigada605Forte, Milícia do Lirizmo Urbano e Substanza, mas seguindo agora uma carreira solo.

Tendo o privilégio de já ter atuado nas principais casas do norte de Portugal, aguarda o fim da pandemia para poder voltar com novos trabalhos.

Sobre o Festival – A Terra do Rap é o único Festival de intercâmbio entre artistas da lusofonia sob a ótica da cultura Urbana. Acontece desde 2013 e, em suas sete edições (nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa/Portugal), foi vivenciado por mais de 15 mil pessoas. Com o objetivo de sempre revelar novos artistas nos dois lados do Atlântico, o evento já recebeu e conectou, por exemplo, artistas Portugal e Angola (como Capicua, Eva RapDiva, Sam The Kid, Allen Halloween, MCK), assim como os brasileiros BK, Luccas Carlos, Sain, Rodrigo Ogi, Don-L e tantos outros. Além dos shows, a programação é recheada de oficinas, debates, workshops e batalhas de mcs.  O Festival Terra do Rap é um projeto dirigido pela REPPRODUTORA: agência de produção especializada em soluções culturais, projetos autorais e curadoria artística com foco em lusofonia; promoção das culturas de rua, oficinas e workshops.

Sobre Vinicius Terra –  Rapper, articulador cultural e professor de Português/Literatura. Considerado uma figura singular e pioneira no Brasil por promover intensamente a construção e o fortalecimento dos laços entre os países que falam português. Amplificou o conceito “Rap Lusófono” com a curadoria do Festival de Cultura Urbana da Língua Portuguesa, a “Terra do Rap” (com edições em São Paulo, Rio de Janeiro e Lisboa) desde 2013 e da exposição itinerante “A Energia da Língua Portuguesa” (EDP Brasil), que percorre o país desde 2017, tendo marcado presença como palco da FLIP, em Paraty-RJ, nas 3 últimas edições. Apesar das diversas colaborações em mixtapes, eps, singles e projetos paralelos, somente em 2019 teve seu álbum de estreia: “Elxs Ñ Sabem a Minha Língua {…}” trouxe a proposta de descolonização da lusofonia, buscando respostas para aquilo que perdemos na travessia do Atlântico e na construção de nosso país. O disco remonta toda a história da língua portuguesa sob a ótica do rap – desde o trovadorismo do século XII até o hip-hop lusófono do século XXI e as conexões entre Portugal, África e Brasil. Atualmente está em processo de produção de “Meu Bairro, Minha Língua{…}”, uma música colaborativa e websérie com importantes vozes da música lusófona, destinada ao novo acervo do Museu da Língua Portuguesa (São Paulo-SP), com reabertura prevista para 2021.

O projeto “Terra do Rap 2021 –  Festival de Cultura Urbana da Língua Portuguesa” foi contemplado pelo editais da Lei Emergencial Aldir Blanc da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro – SECEC RJ.

@terradorap

SERVIÇO

FESTIVAL TERRA DO RAP 2021 – edição on line

Live de encerramento / Fita Misturada On-Line

25 de abril – 10h às 22h

O evento será  exibido  no canal  https://youtube.com/c/TERRADORAP

Conteúdos extra serão divulgados em

https://www.instagram.com/terradorap/

Fonte: Flávia Tenório / LEAD Comunicação

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